Foto: Leonardo Oliveira/UNITAU

Diretora do Ciências Agrárias tem trajetória de 30 anos na Universidade

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Professora foi reconduzida ao cargo por mais dois anos

Atuando como funcionária da Universidade de Taubaté (UNITAU) desde 1986 e como professora desde 1995, a Profa. Dra. Lídia Maria Ruv Carelli Barreto passou por diversas funções, como auxiliar e técnica de laboratório e professora colaboradora. Mas sua ligação com a UNITAU é mais antiga, uma vez que estudou no Colégio Industrial, hoje Escola de Aplicação Dr. Alfredo José Balbi.

Formada em Ciências Biológicas pela UNITAU, a docente fez especialização em Saúde Pública, mestrado em Entomologia, doutorado em Zootecnia e pós-doutorado também na área de Zootecnia. Coordena, desde 1988, o Centro de Estudos Apícola (CEA) da Universidade.

A professora conta que a escolha pela atuação na área de Apicultura veio depois de uma fase difícil vivida trabalhando na área da saúde e, também, após fazer o primeiro curso sobre o tema. “Me apaixonei pela área porque ela é vida, a abelha e os produtos derivados dela são essenciais para o desenvolvimento humano”, comenta.

Ela relata que uma de suas maiores experiências foi participar diretamente de um projeto do Governo do Estado da Bahia para a montagem e a instalação de um Entreposto de Pólen, hoje monitorado pela UNITAU e atualmente considerado o maior da América Latina. Esse trabalho proporcionou a participação da UNITAU em apresentações e palestras em Congressos Internacionais de diversos países, como Colômbia, Chile, Uruguai, Argentina, França, Espanha e Portugal.

“Um grande sonho seria implantar um Centro de produção e processamento de pólen desses em cada estado do Brasil, mesmo que menores. Isso ajudaria muito a produção”, disse a professora.

No início de 2016, ela foi reconduzida ao cargo de diretora do Departamento de Ciências Agrárias. A docente destaca alguns pontos positivos da primeira gestão, como a Feirinha pedagógica, a produção de ovos, a modernização de laboratórios, entre outras ações.

Para os próximos dois anos de mandato, ela afirma que pretende atuar para motivar ainda mais os alunos, para melhorar a atuação da Empresa Júnior e para fortalecer parcerias com empresas da área de Agricultura, responsáveis por doações de diversos tipos de insumos, utilizados para desenvolver a produção do Departamento.

A principal novidade da próxima gestão, de acordo com ela, é a criação de um Pesqueiro universitário, que deverá ser gerido pelos alunos, e utilizado pelos funcionários, como um espaço de lazer. A ideia também é transformar o pesqueiro em um Centro de Estudos em Piscicultura, que possa ser referência para piscicultores e proprietários de pesqueiros do Vale do Paraíba.

“Ao final do mandato, pretendo ver o Departamento como um polo do Agronegócio, já que a Universidade tem hoje uma abertura para estudar novas possibilidades dentro da extensão, da pesquisa ou das fundações.”

Natural de Taubaté, a professora Lídia tem 55 anos de idade e, nos momentos de folga, gosta de jogar tênis para descontrair.

ACOM/UNITAU