Alunos conciliam faculdade com os esportes que amam

Aluno, Bolsa de estudo

Saúde, dedicação, correria e força de vontade definem universitários que possuem dois sonhos: ser atleta e seguir sua ocupação profissional no curso escolhido. A Universidade de Taubaté (UNITAU) disponibiliza para esses alunos a Bolsa Atleta, com o intuito de ajudá-los na caminhada de uma carreira de sucesso. Ao mesmo tempo em que estudam, treinam para melhorar a cada dia mais na modalidade escolhida, disputando campeonatos e sendo vencedores.

Campeã dos Jogos Universitários de Taubaté (JUTA) 2016, Tainá Ferreira Leite, estudante de Arquitetura e Urbanismo, junta sua futura profissão com a maior paixão desde criança: o tênis de mesa.

Praticante do esporte desde os 10 anos de idade, ela destaca que a Bolsa Atleta auxilia muito na compra do equipamento esportivo, para troca de borracha, de madeira e de bolinha, além das taxas de inscrição dos campeonatos. “É um esporte muito caro. Parece que não, mas dá um gasto muito grande. A bolsa me auxilia muito na compra do material”, disse Tainá.

A vontade de treinar surgiu em uma festa da família, em que brincava de pingue-pongue. Indicada pela sua prima, a universitária foi jogar e nunca mais largou a raquete. Atualmente, joga pela equipe taubateana disputando campeonatos regionais. “Fui para conhecer e experimentar. Meu pai me levou e desde o primeiro dia eu nunca mais parei”, afirma a esportista.

A mesatenista tem uma rotina corrida, com estudo integral e treinos à noite. Ela garante que sua primeira opção de carreira é a Arquitetura por conta da falta de oportunidades do tênis, mas afirma que não pretende abandonar o esporte tão cedo. “A gente gosta e é difícil parar, sempre tentei conciliar, mas no Brasil é complicado. Profissionalmente falando, a Arquitetura vem sempre como primeiro plano por ser mais valoroso”, reconhece a universitária.

O futuro? Tainá não sabe dizer. Apesar da sua rotina cansativa, não consegue largar sua paixão. Seu verdadeiro sonho é pegar tanto o que o esporte traz de ensinamento quanto o que a faculdade proporciona e tentar se transformar na melhor profissional possível, atendendo a expectativa de todos aqueles que acreditaram nela. 

Disciplina como foco na rotina esportiva

Aluno de Educação Física e com sonho de ser um grande professor, o judoca Vitor Fernandes Mello, de 17 anos, carrega na sua cabeça um pensamento já concluído: nunca tirar o esporte de sua vida. “Quero levar o espírito do Judô, que é o da disciplina, para todas as pessoas que estão começando sua vida”, afirma o lutador.

Vitor considera a Bolsa Atleta uma importante ajuda na sua construção profissional e destaca também o apoio de seus pais, que sempre estiveram presentes em sua vida.

Praticante do esporte desde os quatro anos de idade, entrou com a intuito de apenas perder peso, mas acabou se apaixonando e transformando como parte da rotina. Sua categoria é super ligeiro, para esportistas com até 56 quilos.

Professor de Judô de crianças com 5 a 14 anos de idade, leva consigo ensinamentos adquiridos por toda a sua experiência no esporte para passar aos seus alunos, que é ter disciplina e um bom caráter, além da autodefesa. “Também ensinamos a não apanhar na rua, que é o principal”, garante o universitário.

Treina para se tornar faixa preta. Chegar a esse patamar sempre foi um objetivo de vida e tem certeza de que consegue realizar até o ano que vem. “Minha vida dentro do Judô é muito puxada porque são horas de treinos e pouco intervalo. Mas a gente está lá porque gosta. Até quando minha idade me possibilitar, estarei lutando e batalhando, levando o nome de Taubaté o mais longe possível”, frisa o estudante.

O esporte como objetivo de vida

Kaian Augusto da Silva Lima, aluno do segundo semestre do curso de Educação Física da Universidade de Taubaté, carrega a filosofia que seu pai, formado em Educação Física, sempre passou: a importância de praticar esporte em sua vida. A proximidade entre os dois é muito grande e a troca de conhecimento acaba fazendo parte da rotina do paratleta. “A gente sempre conversa, a todo o momento ele me dá dica. Acaba se tornando um ‘paitrocinador’ para mim”, assegura o estudante.

O universitário nasceu com paralisia no lado esquerdo do corpo, devido a uma veia na parte motora do cérebro que estourou e lesionou o tecido cerebral.

Depois de uma cirurgia realizada aos sete anos de idade, o jovem começou a praticar esportes e se sentiu melhor, deixando de lado uma revolta da sua infância. “A maioria das pessoas que eu conto que tenho essa limitação não acreditam em mim, perguntam se eu estou brincando”, afirma o aluno.

Com 19 anos, entrou no paratletismo e dele não consegue mais sair. O paratleta tem uma rotina de treinamento cansativa. De manhã treina com sua equipe a parte técnica de salto e corrida. De tarde trabalha sua parte física. Todo esse desgaste por um único objetivo: gravar seu nome na história do paratletismo representando o Brasil. “Pretendo ser um recordista paraolímpico mundial e ter meu nome gravado no esporte”, declara o universitário.

Renan Tomy
ACOM/UNITAU

*Foto: Leonardo Oliveira /ACOM
Acervo Pessoal