Aluno de mestrado desenvolve novo projeto de produção de bioplástico

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Rodrigo Nogueira, mestrando em Ciências Ambientais pela Universidade de Taubaté (UNITAU), está desenvolvendo um projeto que pesquisa a utilização de resíduos industriais no desenvolvimento do bioplástico. Sob orientação do Prof. Dr. Paulo Fortes, do Departamento de Agronomia, o projeto está em fase de testes e de adaptação.

A ideia para a pesquisa surgiu a partir de uma sugestão do professor Paulo. Para Rodrigo, o projeto é importante por conta do viés ecológico. “Se for realmente constatada a sustentabilidade desse projeto, ele irá não só reduzir os custos das empresas, como também irá contribuir em muito na preservação do meio ambiente. Não só estaremos utilizando um resíduo gerado em larga escala, mas estaremos produzindo um material plástico não poluente”.

Atualmente, a pesquisa já desenvolveu a metodologia de produção do material e a receita para criação das películas. Segundo o aluno, agora resta testar as modificações, a qualidade e a biodegradabilidade das membranas plásticas.

Para Rodrigo, o projeto vai muito além de apenas uma iniciativa acadêmica. “O projeto, para mim, é a possibilidade de fazer algo relevante que ajude a sociedade a reduzir os níveis de poluição. Além disso, vejo muito futuro nessa ideia, que pode se desdobrar em outros estudos, possibilitando até mesmo meu acesso a um programa de doutorado”.


TRATAMENTO RESIDUAL NA AGRONOMIA

O Departamento de Ciências Agrárias abriga uma série de iniciativas relacionadas ao descarte consciente e à reutilização dos resíduos. “Aqui, todas as podas de árvore e de grama são colocadas nas composteiras. Depois, esse material é trabalhado e colocamos para as minhocas consumirem para produzir o verme composto. Dentro do Departamento, nós temos a preocupação de pegar os resíduos e dar tratamento a eles, para evitar a queimada e também tomar espaço no aterro”, explica o professor Paulo Fortes.

O Departamento desenvolve ainda diversos estudos quem atendem aos critérios do Ministério da Agricultura. Pela característica de autarquia pública da UNITAU, as pesquisas desenvolvidas recebem este registro do governo.

 

Stéfanie Bernardes
ACOM/UNITAU

 

Crédito: Stéfanie Bernardes/ACOM