De professor a atleta profissional, ex-aluno se sente realizado no Triathlon

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Com a pele um pouco queimada por conta da exposição ao sol e com os olhos sempre focados como se a chegada de uma competição estivesse a poucos metros de distância, Guilherme Gil Coutinho, de 33 anos, chama a atenção por sua determinação e pelo orgulho que tem da carreira.

Graduado em Educação Física pela Universidade de Taubaté (UNITAU) em 2006, sempre demonstrou interesse por esportes, mas foi por intermédio de um colega de faculdade que conheceu a modalidade que faria parte de sua vida: o Triathlon.

O circuito que reúne natação, ciclismo e corrida é um esporte que surgiu no século passado, passou por modificações até se tornar conhecido e se enquadrar aos requisitos para se tornar um esporte olímpico. As competições são determinadas pelas distâncias percorridas em cada uma das atividades e o triatleta busca melhorar seu desempenho diariamente. “Treino de duas a três vezes por dia, no geral tenho uma carga semanal entre 20 a 24 horas de treino por semana”, explica.

Como experiência, o atleta atuou como professor de Educação Física por alguns anos na rede municipal de ensino e, paralelamente, praticava o esporte como lazer. Até que, em 2012, decidiu abdicar-se do trabalho, conseguiu um patrocínio e embarcou para a Europa. “Passei quatro meses treinando, competindo e conhecendo novas culturas”, relembra Guilherme.

Com a especialização em provas curtas em que a característica é o tempo da competição, que varia entre 1 e 2 horas, o ex-aluno participou de diversas competições internacionais. Hoje, ele se enquadra na categoria de idade de 30 a 34 anos. Seus resultados lhe garantiram uma posição de referência na modalidade, foi o 3° colocado no circuito mundial em Kitzbuhel, na Áustria, competição que reconhece como a mais marcante da carreira. “Foi minha segunda prova internacional e eu consegui um troféu, foi gratificante”, relembra o triatleta.

Guilherme é o atual líder do ranking nacional na categoria, carrega o título há três anos e almeja muitos objetivos para seu futuro. A intenção é direcionar o treinamento para competir em provas de média distância, que são divididas em 2 km de natação, 90km de bicicleta e 21 km de corrida, além de viajar para o Uruguai em um campeonato que acontece em novembro e tentar a vaga para o campeonato mundial do próximo ano, que será na África do Sul. Como persistência é umas das vertentes que move o atleta, para Guilherme a aposentadoria do esporte não está nos seus planos, como ele mesmo afirma: “Sou realizado no que faço e, enquanto meu corpo aguentar, eu vou continuar praticando o Triathlon”.

Foto: Leonardo Oliveira (ACOM/UNITAU)

Rafaela Pereira

ACOM/UNITAU