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Prof. Ronaldo Abraham se aposenta após 38 anos na Universidade

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Após quase 40 anos de trabalho, o Prof. Dr. Ronaldo Abraham, do curso de Medicina da Universidade de Taubaté (UNITAU), se aposentou. O docente era um dos servidores com mais tempo de casa e completaria 39 anos de UNITAU no dia 1º de março.

Apaixonado pela educação, o docente e médico neurologista começou a trilhar seu caminho como professor ainda na graduação, no Rio de Janeiro. “Durante a faculdade, eu comecei com monitorias e descobri que gostava muito do ensino”, conta Abraham. “Foi justamente o ensino que me trouxe para Taubaté, em 1976, quando era a Faculdade de Medicina de Taubaté. A partir de 1979, comecei a lecionar na UNITAU”, completa.

Na docência, entre tantas experiências, o que mais lhe marcou foi a relação com os estudantes. “Ainda me marca muito o contato frequente com os alunos. Eu gostava muito de estar em sala de aula, e via reciprocidade desse sentimento por parte da turma. Foi muito gratificante, tive o privilégio de ser homenageado algumas vezes”, ressalta o professor. Abraham ainda relata as mudanças no ensino e na Medicina nos últimos anos. “Antigamente eu levava meu projetor e levava muito mais tempo para montar o conteúdo. Preparar aula ficou mais fácil, a tecnologia ajudou muito. Também na área médica, como na investigação de doenças, mas, todos esses avanços distanciaram o médico e o paciente. É o preço que se paga por toda a tecnologia”.

Durante esses anos, Ronaldo Abraham conciliou a carreira clínica com a carreira acadêmica. “Muitas vezes deixei de atender pacientes, ou restringi a minha clientela, porque tive esse comprometimento com a Universidade, mas nunca tive problemas em relação a isso”, afirma o neurologista.

Agora aposentado da Universidade, ele pretende continuar atendendo em sua clínica em meio período durante algum tempo, mas também tem outros planos. “Quero dedicar mais a minha saúde, praticar mais ginástica e, quem sabe, chegar mais cedo em casa”, finaliza rindo.

 

Heloisa Costa

ACOM/UNITAU

*Foto: Leonardo Oliveira/ UNITAU