Alunos de Direito participam de estágio em presídios

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O projeto de estágio em presídios, coordenado pelo Prof. Me. Ernani Assagra Marques Luiz, do Departamento de Ciências Jurídicas da Universidade de Taubaté (UNITAU) deu início ao segundo ano de atividades.

Os alunos do curso começaram as atividades em fevereiro, em presídios de Taubaté e Tremembé. O projeto tem o objetivo de colocar os estudantes em situações reais de atendimento a detentos, além de ser um órgão auxiliar do processo judiciário que filtra casos de presos esquecidos pela justiça.

Atualmente, o estágio compreende 26 alunos de todos os semestres do curso de Direito, e, para o professor, além da parte profissional, a atividade também é relevante para a sociedade. “A unidade prisional entende o estágio mais como um instrumento fornecido aos detentos que estão esquecidos, pois a gente acaba levantando a situação processual dele”.

Ana Bárbara de Oliveira, aluna do 9º semestre, participa da atividade desde a primeira edição, que foi realizada no começo de 2017, e já entende a importância do estágio para sua carreira profissional. “Esse estágio já me proporcionou uma oportunidade que eu só teria quando me formasse, então a rotina que eu tenho hoje de ir ao presídio e saber como funciona esse processo é muito legal”.

Para o processo seletivo do estágio em 2018, foi aplicada uma prova e logo depois os professores realizaram entrevistas com os participantes. Os aprovados nessa fase, então, passaram por um treinamento e um teste de aptidão, pois a atuação é realizada efetivamente com detentos dentro dos presídios.

Apesar de ter começado há um ano, a atividade já é um sucesso, e, além dos alunos que já fazem parte do grupo fixo que faz visitas a presídios, o programa tem uma fila de espera, que em breve deve ser incluída no estágio. “A atividade foi muito bem aceita pelos alunos, pelo Poder Judiciário e pela Secretaria de Administração Penitenciária, e eu tenho certeza que o projeto vai crescer ainda mais, já que estamos trabalhando, atualmente, com carga máxima”, destaca o professor Ernani.

 

Felipe Rodrigues

ACOM/UNITAU

*Foto: Leonardo Oliveira/ACOM