Curso de Psicologia recebe aluna intercambista da Itália

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A italiana Monica de Vizia é aluna de Psicologia da Universidade de Taubaté (UNITAU) por um semestre. A estudante, de 25 anos, é natural de Campânia, uma pequena região no sul da Itália, e faz parte de um programa de intercâmbio da Università Di Parma (Unipr).

Monica chegou a São Paulo em 17 de fevereiro e, apenas quatro dias depois, já estava em Taubaté. A estudante conta que a escolha de vir ao Brasil não foi por acaso. “Minha universidade na Itália tem uma parceria com a UNITAU, que está muito perto de São Paulo, e como meu pai é da capital e toda minha família da parte dele está lá, eu decidi vir para Taubaté para estudar e aproveitar um tempo com meus familiares”, explica a aluna do 9º semestre.

A parceria entre as instituições acontece por meio de um convênio, e uma prova seleciona os alunos aprovados para cursar um período na outra universidade, como Monica explica. “Nós tivemos três avaliações e quem se saísse melhor nelas poderia ter a oportunidade de fazer intercâmbio. As provas avaliaram o idioma, nossas notas tinham de ser muito altas e fizemos uma entrevista no final”, esclarece.

Para ela, a adaptação ao Brasil e a Taubaté foi bem fácil, embora existam algumas diferenças notáveis entre os brasileiros e os italianos. “Como em minha casa se fala português, então estou um pouco acostumada ao idioma. Quando cheguei aqui, não entendia tudo, mas agora compreendo a maioria das coisas. Aqui em Taubaté é bem mais calmo, não tenho medo de sair na rua, ao contrário de São Paulo. As pessoas são muito mais acolhedoras aqui no Brasil, a cultura é totalmente diferente, a comida é totalmente diferente” destaca.

O curso de Psicologia na Itália funciona de forma diferente dos cursos no Brasil. Enquanto aqui o aluno realiza a graduação em oito ou dez semestres, no país europeu são seis semestres mais outros quatro de pós-graduação obrigatória. De acordo com Monica, as diferenças entre as universidades brasileiras e italianas não param apenas no tempo de graduação. “Lá não temos tanta parte prática, como aqui, e eu gosto muito disso. Eu também gosto muito de como as professoras se relacionam com os alunos, é muito mais livre, tranquilo, informal”, ressalta a aluna.

Para o futuro, Monica tem pretensões de retornar ao Brasil para dar continuidade em sua carreira. “Tenho que voltar para a Itália no fim do semestre e entregar tudo que fiz aqui para poder terminar meu curso. Mas gostaria de retornar para cá e trabalhar aqui, quem sabe até na Universidade mesmo”, finaliza.

 

Felipe Rodrigues

ACOM/UNITAU

*Foto: Felipe Rodrigues/ACOM