O profissional de Letras e as possibilidades no mercado de trabalho

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Regiane Magalhães Boainain, ex-aluna da Universidade de Taubaté (UNITAU), é um exemplo do leque de opções que o mercado de trabalho para o graduado em Letras oferece. Formada em 2004, atualmente, entre outras funções, é autora de materiais didáticos de literatura em uma editora do Rio de Janeiro, dona do site e canal do YouTube “Veredas do Texto”, mediadora de leitura na Pastoral de Apoio à Criança, apoia a Geladeiroteca na cidade de Piquete-SP e produz sequências didáticas para o edital do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) literário.

A egressa conta que, antes de chegar onde está, foi preciso adquirir muita experiência realizando estágios durante a graduação. “Fiz estágios em escolas públicas e em colégios particulares. A experiência foi muito bacana, pois um professor de escola pública enfrenta desafios gigantescos. Na particular, comecei a observar que há outras demandas e outras formas de cobrança. É preciso ter muito jogo de cintura e estar muito bem preparado”, frisa.

Após a graduação, o desafio se torna entrar no mercado de trabalho, e, para Regiane, o ensino da Universidade foi fundamental para conseguir suas primeiras ocupações na área. “Arrumei emprego como professora em uma escola particular. Meu conhecimento me dava sustentação para atuar nesses lugares. Dois anos depois, passei no concurso público do Estado. Não havia estudado para prestá-lo, consegui fazer a prova com o conhecimento adquirido na Universidade”, ressalta a ex-aluna.

Para quem está no curso ou pensa em se graduar em Letras, a dica é não deixar passar nenhuma oportunidade de trabalhar em áreas diferentes. “Infelizmente, ainda se pensa no curso de Letras como um curso que permite formar apenas um professor de português ou inglês”, lamenta. “A área de Letras oferece muitas possibilidades ao profissional devido ao excesso de leituras. Quem se gradua no curso é alguém mais humanizado, alguém que passeia pela língua de forma muito tranquila” destaca Regiane.

Felipe Rodrigues
ACOM/UNITAU

Foto: Arquivo pessoal