Pacientes da Clínica de Fisioterapia recebem atendimento dos alunos

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Estudantes do 7º semestre do curso de Fisioterapia da Universidade de Taubaté (UNITAU), em parceria com alunos que fazem parte do projeto de extensão sobre educação em dor, realizaram uma intervenção de saúde coletiva na última quinta-feira, 14. Eles preparam atividades para conscientizar e atender pacientes da lista de espera da Clínica a respeito de suas dores.

A ação começou com a triagem dos presentes para que os estudantes pudessem conhecer melhor a saúde de cada um. Em seguida, as alunas Brenda Cortez, do 7º semestre, e Larissa Vieira, do 5º, introduziram o assunto por meio de uma palestra. Por último, os pacientes jogaram o “dolorômetro”, um jogo utilizado para avaliar as crenças da pessoa com dor e, a partir delas, educar os participantes.

Coordenados pela Profa. Dra. Alex Sandra Oliveira, os alunos abordaram tópicos importantes, como repouso em caso de dor, que deve ser de, no máximo, três dias, ou exame de imagem, que só deve ser realizado em situações de necessidade, como perda de força ou dificuldade para andar. “É importante informar os pacientes para que eles tenham maior adesão ao tratamento, saibam se cuidar melhor e entendam o que realmente vai fazer bem a eles, porque tem muita coisa errada sendo feita hoje em dia”, pontua a professora. “Tem casos de cirurgia que, depois de dois anos, por exemplo, as pessoas estão com mais dor, então o primeiro ponto é: começar pela educação, começar entendendo o problema”, completa.

A professora explica que o tratamento, feito na Clínica do Departamento pelos alunos do 7º e 8º períodos, é um processo. “Os pacientes estão sendo triados, recebendo uma primeira sessão de educação, e depois a gente vai marcar um atendimento, geralmente, individual. Ele vai ser avaliado cuidadosamente, vai ser planejado todo o tratamento para ele e a educação do paciente continua nesse processo”.

Durante o evento, alguns identificam suas dores e, assim, podem começar a trata-las, como aponta Isabela Barbosa, do 7º período. “A triagem é para podermos atender os pacientes depois. Eles vêm, fazem a triagem e então, de fato começa o tratamento”.

“É gratificante”, conta Elisângela Begio, também do 7º semestre, “poder colocar o paciente no caminho certo, tirar esse mito que vai ser pior se ele se mexer. Por isso fazemos essa triagem antes e entendemos se a dor é local, se é irradiada, porque, às vezes, são várias dores e a pessoa não sabe identificar”.

Além da gratificação dos estudantes, os pacientes também tiveram resultados satisfatórios. “Eu gostei, foi bem importante, aprendi bastante”, finaliza Maria da Conceição.

Marina Lima

ACOM/UNITAU

Foto: Marina Lima