Trabalhos de graduação do curso de História abordam o patrimônio de Taubaté

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Os Trabalhos de Graduação do curso de História da Universidade de Taubaté (UNITAU) deram destaque para pesquisas sobre Taubaté.  A primeira, intitulada “A busca por liberdade e autonomia: história esquecida nos autos criminais e ações de liberdade na segunda metade do século XIX”, foi realizada pelo aluno Rômulo Chagas da Costa Mattos e orientada pelo Prof. Dr. André Luiz da Silva. A pesquisa teve início a partir de documentos do Museu Histórico Prof. Paulo Camilher Florençano, e buscou estudar ações de liberdade movidas por escravos.

Para estudar essa questão, foi necessário considerar e estudar as condições da escravidão no Brasil. O Arquivo Histórico de Taubaté guarda documentos inéditos e importantes para estudar a história do país, documentos que remontam ao século XVII. Assim, com essa pesquisa, foi possível dar relevo a uma questão pouco estudada pela historiografia e dar visibilidade a esse acervo documental.

Outro enfoque dado foi o de políticas públicas voltadas para o patrimônio em Taubaté. O estudante Victor Antônio de Siqueira, orientado pela Profa. Dra. Rachel Duarte Abdala, buscou, a partir do levantamento e da análise das leis municipais, estaduais e federais sobre patrimônio, compreender o processo de efetivação legal e prática da preocupação com o patrimônio na cidade de Taubaté.

Essa banca contou com a participação do Prof. Me. Armindo Boll, coordenador do Projeto de Extensão Universitária “Taubaté Tempo e Memória”, além do Prof. Dr. André Bazzanella, representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que atua no Vale do Paraíba como responsável pela Casa do Patrimônio, com sede em São Luiz do Paraitinga.

Essa participação fortalece a parceria entre o IPHAN e o Curso de História, que realiza trabalhos em conjunto há três anos, sendo os mais importantes as Rodas de Conversa sobre patrimônio e um projeto de extensão universitária que também tem a participação de docentes e discentes do curso de Arquitetura e parcerias com outras instituições.

As duas pesquisas reforçam o papel do curso de História na preservação da memória de Taubaté e na preocupação com o patrimônio da cidade e da região do Vale do Paraíba. O curso de História completou, em 2017, 60 anos de existência e é sediado desde a sua criação em um prédio que se consolidou como referência na cidade e que, por isso, foi tombado por lei municipal.

 

Felipe Rodrigues e Rachel Abdala

ACOM/UNITAU