Um advogado que incentiva a pesquisa entre os alunos

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Dos almoços em família ao doutorado na Universidade Nacional de Córdoba, o Direito sempre esteve presente na vida do Prof. Dr. André Augusto de Souza Augustinho. Somando a paixão pela profissão às injustiças observadas dentro do país, o advogado trabalhista iniciou sua jornada como aluno da Universidade de Taubaté (UNITAU) e, hoje, divide seu tempo entre o escritório e a docência.

Os advogados, juízes e procuradores da família podem ter ajudado o professor na escolha pelo Direito, mas a decisão veio mesmo por conta da amplitude de áreas a seguir na profissão. “Apesar de ter isso dentro de casa, o que me impulsionou foi esse leque de oportunidades dentro do mercado de trabalho”, conta.

Logo no início do curso, no primeiro ano, o Prof. André começou a sonhar em voltar à UNITAU como docente. “Eu olhava para os professores e falava “um dia, eu ainda estarei aí”, relembra. E a concretização do sonho não demorou muito. Em 2013, dois anos depois de formado, ele começou na Universidade como monitor de Seguridade Social, chegou a ser temporário da cadeira, mas, após ser aprovado em dois processos seletivos, tornou-se professor de Direito do Trabalho e Direito Civil, disciplinas que leciona atualmente.

Na Universidade, o professor busca impulsionar as produções acadêmicas dos estudantes. “Eu criei um desafio no Facebook, no qual 59 alunos se cadastraram para fazer artigos jurídicos sobre refugiados na região Ibero-americana para um congresso internacional nas Ilhas Canárias”. De todos os trabalhos, ele selecionou dois, os quais, mais tarde, foram aprovados no congresso. Com isso, o professor e os alunos, os mais jovens escolhidos, foram à Espanha defender os artigos. Lá, André conheceu membros da Federação Ibero-americana de Advogados, que gostaram muito dos artigos e começaram a ter um olhar diferenciado para os trabalhos acadêmicos do Brasil, o que levou o docente ao México para receber o que considera o maior reconhecimento da sua carreira. “Eu fui selecionado e recebi o prêmio de Advogado do Ano 2018, o único selecionado dentro do país”, orgulha-se.

Docência à parte, o doutor em Derecho y Ciencias Sociales atua também em escritório. Inicialmente, sonhava em ser membro do Ministério Público do Trabalho, mas acabou se apaixonando pela advocacia. “Apareceu uma oportunidade de ingressar com várias ações coletivas contra um município do Vale do Paraíba”, explica. “Essas ações tomaram esse cunho coletivo e protecionista, e eu falei “eu consigo fazer o meu sonho dentro da advocacia e, hoje, eu sou realizado”, finaliza.

 

Marina Lima

ACOM/UNITAU