Praças da cidade passam por intervenções artísticas feitas por alunos de Arquitetura e Urbanismo

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Os alunos do 8º semestre de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Taubaté (UNITAU) realizaram uma série de intervenções artísticas nas praças de Taubaté, nesta terça-feira, 11. O objetivo da ação era fazer com que a população prestasse atenção nos monumentos da cidade e valorizasse mais o espaço público. A atividade faz parte do trabalho integrador, um exercício que envolve todas as matérias do semestre.

Para isso, os alunos foram divididos em grupos, sendo cada um responsável por uma das seis praças escolhidas. Depois de conhecerem mais os monumentos presentes em cada uma delas, os estudantes organizaram uma ação com o tema “Monumento como gerador do espaço urbano”.

O aluno Bruno Rodrigues procurou levar as pessoas que passaram pela Praça Felix Guisard até o busto do empresário que dá nome ao local. “Minha proposta é valorizar o tesouro da Praça da CTI, que é o busto do Félix Guisard. Então, eu forcei um trajeto para as pessoas irem até o local e procurar por ele”, explica o aluno.

Outro projeto buscou tirar as pessoas dos celulares e trazerem para a vivência da Praça Santa Terezinha. “O projeto de intervenção bolha social surgiu para tirar as pessoas da bolha. Muita gente vem até à Praça Santa Terezinha para ficar no celular e nas redes sociais. Nosso projeto quer trazer as pessoas para brincar, fazer bolhas de sabão, se divertir, dar risada e conversar com os outros”, expõe a aluna Isadora Teixeira e Silva.

Entre as ideias criativas, está também o trabalho do grupo da Mariana Cecília, que usou a técnica de origami para preencher a praça com mensagens. “Escolhemos fazer a representação por meio de vários tsurus, que são aqueles pássaros feitos de origami, com perguntas sobre a Praça e o monumento. Nossa ideia é trazer um visual colorido dos pássaros e fazer as pessoas refletirem sobre como elas estão se sentindo nesse espaço”, esclarece a aluna Mariana Cecília, que realizou a intervenção na Praça Coronel Vitoriano.

Para chamar a atenção de quem passa pela Praça Oito de Maio, os alunos foram inspirados por um ditado popular. “A gente pensou na ideia do ditado ‘põe uma melancia no pescoço’ para dar destaque para a história dos taubateanos que lutaram na segunda guerra mundial”, explica a aluna Ana Beatriz Galvão. “A sátira foi uma forma de chamar a atenção de quem passa por aqui e nem sabe direito o que significa esse monumento”, completa a aluna Giovanna Astone.

A praça próxima à Prefeitura da cidade também foi uma das escolhidas para a ação. O fato de ser cercada chamou a atenção do grupo, bem como o busto de Dom José Pereira da Silva Barros, que também é cercado por grades. “Como a praça é cercada, as pessoas não entram e passam por fora dela. O monumento está preso e parece que não se pode chegar perto dele. Por isso, a gente colocou plaquinhas de presidiários e colocamos plaquinhas na praça com vários questionamentos”, explica a aluna Letícia Barbosa Basílio.

A Profa. Ma. Anne Ketherine Zanetti Matarazzo, que coordenou a atividade, comenta sobre a importância de os alunos realizarem essas ações pela cidade. “Enquanto estudante de Arquitetura e Urbanismo, eles vão justamente agir na cidade e despertar o olhar do cidadão. Então, temos de trabalhar a maneira como podemos atrair o usuário para o espaço público adequado”, finaliza a docente.

Julia Carvalho

ACOM / UNITAU

 

Foto: Leonardo Oliveira / ACOM