Qual o papel da mulher na educação?

Acontece, Ser melhor

Nós, mulheres, somos maioria da população brasileira, 51%, de acordo com dados do IBGE. Também somos a maioria das matriculados no Ensino Superior do país, com pouco mais de 57%, de acordo com o último Censo da Educação Superior, de 2016. Mas, ao longo da carreira acadêmica, a representatividade das mulheres segue em queda.

Nas Instituições de Ensino Superior (IES), a maioria dos docentes é composta por homens. Eles também têm mais bolsas de produtividade em pesquisa (que são mais prestigiadas e com maiores financiamentos), de acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Nos laboratórios, a diferença também é grande. Em todo o mundo, as mulheres representam apenas 28% de pesquisadores.

Um relatório publicado em 2017 pela consultoria holandesa Elsevier revela que elas são pelo menos 40% das pesquisadoras das áreas de Humanas e Biológicas. No entanto, são menos de 25% do contingente de Exatas, que inclui carreiras como Engenharia, Matemática e Física.

Nós, mulheres, conhecemos bem os desafios que encontramos em nossas carreiras profissionais. Quantas de nós dividem seu tempo entre trabalho, família e estudo? Quantas de nós precisam deixar seus filhos sob o cuidado de outras pessoas para trabalhar, estudar ou desenvolver projetos de pesquisa?

Ainda assim, a educação tem poder transformador. É ela quem nos faz enxergar além do que nos foi permitido ver. É por meio dela que são feitas descobertas que vão melhorar a qualidade de vida de tantas outras pessoas.
Que este dia internacional da mulher seja de reflexão. Que o papel da educação como ferramenta de independência e empoderamento seja fortalecido.

Já conseguimos muitas vitórias, mas o caminho ainda é longo.

Profa. Dra. Nara Lucia Perondi Fortes é Reitora da Universidade de Taubaté (UNITAU)