Pequenos esportistas: a importância das atividades físicas desde os primeiros anos de idade

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Na era da tecnologia, é difícil para a bola de futebol competir com os gráficos cada vez mais realistas dos jogos online. É quase impossível que a quadra ganhe atenção, quando o Netflix está a um toque no celular. Os tênis de corrida? Trocados pelo YouTube.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quatro a cada cinco adolescentes, entre 11 e 17 anos, não se movimentam suficientemente. O recomendado pelo órgão é dedicar 150 minutos semanais para atividades físicas leves ou moderadas, ou 75 minutos para atividades físicas mais intensas durante a semana.

Para atingir essa meta, a Profa. Ma. Maria Aparecida Ribeiro, do curso de Educação Física da Universidade de Taubaté (UNITAU), mostra como é possível ter uma vida mais ativa.

Começar antes mesmo dos primeiros passos

Nunca é cedo para começar a fazer exercícios. “A prática de atividade física pode ser iniciada a partir dos três meses de idade, com aulas na piscina”, indica a professora. “E, a partir dos dois anos, com brincadeiras como dar cambalhota, pular, correr, subir e descer obstáculos”.

Mais do que incentivo, exemplo

“A criança é uma esponja, suga tudo na infância e segue o exemplo”, diz a educadora física. “Partindo desse princípio, é importante que os pais pratiquem esportes com os filhos, como jogar bola ou fazer uma caminhada”. Além disso, detectar os interesses das crianças e deixá-las à vontade com as atividades é fundamental. “Não pressioná-las para o resultado e, sim, para o benefício da prática de atividade física”.

Práticas alternativas

Nem sempre a criança vai amar as aulas de Educação Física, mas, mesmo assim, ela deve compreender por que é essencial manter o corpo em movimento. “Cabe ao professor encontrar alternativa como vídeos, dinâmicas de grupo, teatro, seminários sobre a importância da atividade física”, comenta.

Toda modalidade é valida

A prática de atividade física traz benefícios não somente ao corpo, mas, também, à sociabilidade. “Qualquer esporte é importante”, pontua a professora. “Esportes coletivos, como vôlei, futebol, basquetebol e handebol, trabalham o aspecto psicológico, auxiliando a criança a trabalhar em equipe, a conviver com diferentes tipos de personalidades, e a aprender a perder e a ganhar”.

 

Marina Lima

ACOM/UNITAU

Foto: Marina Lima