Segregação racial é tema de trabalho de graduação

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Jamile Renó de Sousa, ex-aluna do curso de Pedagogia da Universidade de Taubaté (UNITAU), fez seu trabalho de graduação (TG) sobre a segregação racial presente em nossa sociedade. Ela fez pesquisas e análises histórico-sociológicas sobre a educação do negro no Brasil, com orientação do Prof. Dr. Cesar Augusto Eugenio.

Mundialmente, a data de 21 de março é lembrada por ser o dia de combate à discriminação racial.

Sobre o trabalho da ex-aluna

Jamile foi aluna de Pedagogia e se formou em 2017, quando apresentou seu TG. “Escolhi este tema, pois sempre procurei um assunto relacionado à educação e ligado aos negros. Julguei que essa análise seria importante para a nossa história”, comenta ela.

Em seu trabalho, Jamile analisa diversos problemas que os negros enfrentaram durante toda a história e enfrentam ainda nos dias de hoje. A grande maioria deles é resultado do preconceito.

“Quando digo da dicotomia entre o governo e a população, gostaria de enfatizar que, por mais que eles criem e imponham políticas públicas que visam à diminuição da defasagem educacional da população negra, a sociedade precisa aceitá-las. É possível compreender que todo ato tem uma intencionalidade, por mais cruel que possa soar, a intenção dos colonizadores brancos nunca foi a de educar os negros para pensar e, sim, para exercer os serviços braçais”, acrescenta Jamile.

Jamile também comenta sobre o atraso educacional que a sociedade negra sofre por causa de toda sua história em nossa sociedade. Lembrando que o Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão.

O Prof. Cesar comenta que o empenho e dedicação da aluna, garantiram a excelência do trabalho. “Existem evidentes tendenciosidades e inclinações que objetivam falsificar informações e ludibriar o estudante. E disso nós buscamos fugir bastante. Por ser uma aluna muito dedicada e muito disposta, mesmo dentro de um pouco tempo que um aluno de graduação tem, conseguimos achar fontes e tratar as informações com sucesso”, diz.

Mesmo o tema não sendo novo, e já esteja em debate há um bom tempo, não existem muitas publicações científicas que o tratem com tanto aprofundamento. O que, na visão do professor, não deveria acontecer. Ele espera que esse trabalho incentive um tratamento mais refinado e dedicado às questões que envolvam o direito negado às minorias. “Se não negados explicitamente, negados subliminarmente, no cotidiano de preconceitos e no cotidiano excludente em que vivemos”, encerra o professor.

 

Matheus Corrêa

ACOM/UNITAU

*Foto: Arquivo pessoal