Perigos online: como evitar superexposição de jovens na internet

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A Pesquisa TIC Kids Online 2017 revelou que crianças têm tido acesso à internet cada vez mais cedo. O uso pode começar antes mesmo dos 6 anos de idade. Por mais conhecidos que sejam os benefícios proporcionados pela rede, é preciso considerar os riscos aos quais jovens se expõem online.

Principais perigos

Em 13 anos, a ONG Safernet recebeu 3.244.768 denúncias de crimes cibernéticos, incluindo, no topo da lista, pornografia infantil, apologia e incitação a crimes contra a vida e racismo. A falta de controle sobre o que é acessado por crianças na internet pode levá-las a esse tipo de conteúdo.

Consequências da exposição online

Os danos causados pela exposição descontrolada online são variados, segundo a Profa. Ma. Claudia Regina de Freitas, do curso de Psicologia da Universidade e Taubaté (UNITAU). “Ocyberbullying, por exemplo,se dá de modo acelerado devido aos compartilhamentos imediatos de conteúdos ofensivos à criança, podendo inclusive contribuir ou aumentar o bullying fora da internet”, aponta. “Conteúdos inapropriados podem gerar graves consequências, pois abordam questões que podem prejudicar o desenvolvimento saudável das crianças”.

Orientação dos pais é essencial

“É muito importante que os pais estejam atentos ao uso que crianças e adolescentes fazem das tecnologias e da internet”, reforça a psicóloga. “A supervisão de crianças pequenas e a orientação para adolescentes são as melhores estratégias. A questão não é proibir, mesmo porque isso é impossível, mas ponderar, à medida que a criança ou adolescente pode compreender, as consequências do mau uso, as implicações de ações públicas na rede e o perigo da superexposição”, conclui.

Controle parental

Apesar da orientação e da atenção dos pais, ainda é possível que jovens acessem conteúdos inadequados. Como solução, o Prof. Esp. Reuel Lopes, da Universidade de Taubaté (UNITAU), menciona o controle parental. “Existem ferramentas que fazem uma restrição, um filtro de acesso sobre o conteúdo que essa pessoa está acessando”, indica. Mesmo com esse tipo de bloqueio, ele ressalta: “A melhor forma de prevenir é o acompanhamentodo filho no acesso à internet, o diálogo é um bom caminho”.

 

Marina Lima

ACOM/UNITAU