Saúde em sala: existe postura correta para estudar?

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Dores crônicas nas costas podem afetar a rotina das pessoas de diversas formas, desde a dificuldade em movimentos até no convívio social. O senso comum costuma associar esse problema à má postura, mas não existe um preditor que a relacione às dores.

“Muitos profissionais da área de saúde ainda seguem esse modelo de orientação, no entanto as atuais pesquisas não mostram evidências de que a má postura seja o preditor de problemas futuros”, explica o Prof. Dr. Renato José Soares, do Departamento de Fisioterapia da Universidade de Taubaté (UNITAU).

Considerando pesquisas atuais, o professor indica quais medidas são adequadas e eficazes na prevenção de dores crônicas.

Movimento é fundamental

“Ficar muito tempo em uma posição, seja ela dita má postura, seja ela dita postura ideal, facilita desconfortos”, afirma o professor. Nos intervalos entre as aulas, é recomendado que o aluno levante e movimente o corpo, a cada 1h aproximadamente. “Quanto mais o aluno estiver em movimento, melhor”.

Atividade física regular

“O exercício, de forma geral, é um grande aliado na prevenção de lesões e de dores”, diz. “Qual é o melhor exercício? É aquele com o qual a pessoa tenha afinidade e se mantenha realizando ao longo da vida”, aconselha.

Cuidado com a preocupação excessiva

“Tem se criado, nesse modelo de postura correta, uma hiper-vigilância das pessoas, ou seja, elas contraem seu corpo inteiro para manter uma boa postura”, explica o professor. Esse comportamento, segundo o especialista, não é ideal. “A ciência tem mostrado que isso não é um preditor de sucesso na prevenção de dores crônicas nas costas”.

Equilíbrio mente x corpo

“Devemos sair do senso comum para considerar o que a ciência tem mostrado, criar modelos que busquem crianças mais ativas, que vivam uma dinâmica corporal maior, que façam atividade física recreativa e que tenham uma vida saudável, abrangendo corpo e mente”, finaliza.

 

Marina Lima

ACOM/UNITAU

 Foto: Marina Lima