Alunos de Engenharia retomam projeto Baja

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Os alunos dos cursos de Engenharia da Universidade de Taubaté (UNITAU) retomaram um projeto antigo dentro da Universidade, o projeto Baja. Ele consiste na criação de um automóvel para competições entre universidades no Estado e nacionalmente.

Sobre o projeto

O Projeto Baja tem como principal finalidade a criação de um automóvel off-road para competições. São 18 alunos dos cursos de Engenharia Mecânica e de Engenharia Civil, de todos os semestres. Sob supervisão do Prof. Dr. Fernando Silva de Araújo Porto, a equipe está recolhendo os equipamentos necessários para o funcionamento perfeito do carro, mas já estão bastante avançados. “Estamos com o desenho do projeto feito e, agora, nós vamos fazer a análise estrutural. Os componentes estão chegando, e estamos reaproveitando também alguns componentes do último baja da UNITAU. Alguns componentes importantes não chegaram ainda, e isso acaba atrasando um pouco o processo”, comenta o professor.

Além de ser um projeto muito prático e divertido para os alunos, eles ganham conhecimento muito grande dentro dessa área. “É um crescimento extraordinário, porque, em sala de aula, o conteúdo é apresentado de forma separada. Quando você pega um projeto que faz uma disciplina conversar com a outra, o crescimento é muito grande”, disse.

Como funcionam as competições?

As competições do Baja são divididas em: regional, nacional e mundial. Os cinco primeiros colocados no campeonato regional irão competir no nacional. E os dois primeiros colocados no nacional irão competir no mundial.

Os carros passam por diversos testes, os quais garantem pontos proporcionais para a colocação de cada uma das equipes. Ao final de todos os testes, a equipe que tiver mais pontos é a campeã. “A competição é dividida em partes. Ela tem os testes para ver se o seu carro está apto a competir, que são testes para ver se está tudo certo com o motor, se a estrutura está dentro dos padrões, tem teste de resistência, de aceleração e o teste enduro, que seria o circuito em que os carros disputam competições de atravessar morros com o aclive de 45º, troncos que você tem de atravessá-los, poças de barro, vários obstáculos”, comenta o aluno Caio Manogrosso Piotto, capitão da equipe baja da UNITAU.

A equipe

O Prof. Porto elogia, principalmente, a participação feminina na equipe. “Eu gostaria de destacar as meninas que vêm até aqui. Elas são muito determinadas e não têm medo de ‘sujar a mão de graxa’. Sem elas, a equipe seria muito inferior ao que é hoje”, diz ele. Quatro alunas compõem a equipe.

Um dos integrantes da equipe, Victor Rafael Ribeiro Marioto, coletou dados a respeito da história do projeto Baja. Em um período de seis meses, o aluno entrou em contato com 20 universidades norte-americanas, com o auxílio da Profa. Me. Ana Beatriz Rodrigues Pelógia, e coletou informações sobre o início do projeto. “Não era possível localizar a história completa do Baja desde o início, como tudo se originou, tudo se limitava a um parágrafo que o site do Baja SAE Brasil disponibilizava. Assim, todos os sites das equipes nacionais repetiam o mesmo texto. Decidi buscar como tudo se iniciou”, comenta.

Victor também comenta o quanto saber da história ajuda a equipe no dia a dia de trabalho, destacando, principalmente, o ganho de sintonia e paixão pelo projeto. “Saber da história e que esse foi o primeiro projeto acadêmico físico, ou seja, o pioneiro, nos motiva muito para a realização do projeto”, encerra.

Matheus Corrêa

ACOM/UNITAU

Foto: Leonardo Oliveira