Universidade leva projeto de inclusão para escolas

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A Universidade de Taubaté (UNITAU), por meio do projeto “Ética e Inclusão Escolar: falando com as mãos”, leva até às escolas municipais da cidade o ensino de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

A Profa. Esp. Viviane Galvão Botelho Neves é coordenadora do projeto que atende alunos do Ensino Fundamental e Infantil das escolas.

 Como funciona o projeto?

O projeto teve início no 2º semestre de 2017, porém, na ocasião, o título era apenas “Ética e Inclusão Escolar”. Segundo a Professora, o enfoque acabou sendo modificado após a entrada de uma bolsista surda, do Departamento de Pedagogia. “Muitas crianças ficaram curiosas para saber como era a comunicação dela, por meio da língua de sinais. E elas pediam para que tivesse uma roda de conversa com a bolsista. Após isso, ela esclareceu todas as dúvidas que eles tinham em relação ao dia a dia, a questão profissional e também a pessoal. Por conta disso, eu pensei que poderíamos ajustar o projeto de uma maneira bilíngue”.

No Ensino Fundamental, o objetivo é trabalhar com as diferenças em um sentido mais restrito, focando mais nas questões de estudo de cultura, identidade e comunidade. O projeto conta, também, com o auxílio de três voluntários do curso de Letras da UNITAU. “Nós atuamos com uma perspectiva mais lúdica: trabalhamos com jogos, brincadeiras, contação de histórias e muito mais”, comenta a professora.

Já no Ensino Infantil, as diferenças são tratadas de uma maneira bastante ampla, comentando um pouco sobre tudo. “Nós já tivemos a oportunidade de pegar relatos dos pais cujas crianças já participaram do projeto. Eles disseram que os filhos encontraram pessoas deficientes auditivas trabalhando e já foram falar com essa pessoa, cumprimentar e se apresentar, tudo com a linguagem de sinais”.

Além de proporcionar um grande ensinamento às crianças e aos adolescentes, esse projeto acaba por capacitar profissionais a agirem com pessoas diferentes. “Uma questão que nós vemos frequentemente, hoje, são os professores dizerem que não estão preparados para atuar com as diferenças, especialmente as deficiências. Então, por meio do projeto, atingimos tanto os universitários, quanto os professores que atuam na educação e já estão nas escolas”, encerra a professora.

 

Matheus Corrêa

ACOM/UNITAU

Foto: Leonardo Oliveira