Ensino da língua falada e da língua escrita na escola

Ciências Sociais, Destaque, Idioma, Letras, Professor

Hoje, 21, é o dia da Língua Nacional, no nosso caso o português. O Prof. Me. Luzimar Goulart Gouvêa, professor de literatura e língua portuguesa do Departamento de Ciências Sociais e Letras da Universidade de Taubate (UNITAU), explica um pouco mais sobre as divergências do ensino do idioma nos períodos escolares iniciais.

 Por que nosso português não é igual aos outros?

Existem diversos países no mundo que falam a língua portuguesa e, nenhum deles, é igual. Possuem, sim, uma grande semelhança, porém as regras, o vocabulário e o sotaque são diferentes.

“Nosso português, o português do Brasil, é diferente do português de Portugal, por exemplo, por conta de estar inserido numa outra cultura. As línguas são vivas e a fala é determinante nesse processo”, explica o professor Luzimar.

É importante ressaltar que o domínio da língua portuguesa pode facilitar o aprendizado de outros idiomas com um léxico de origem comum, o latim, e da estrutura frasal comum.

 O português é a língua mais difícil do mundo?

Mesmo com a grande variedade de regras presente em nosso idioma, ele é considerado uma língua fácil de aprender. A principal dificuldade no uso do português formal se dá por causa da forma de cobrança dele. Segundo o professor Luzimar, a mídia, as escolas, os professores, os pais, cobram o uso do português da mesma maneira que era cobrado antigamente, apenas com alteração de vocabulário.

“A língua precisa ser vista como algo vivo e mutável. É preciso entender que, na instância da fala, falamos diferentemente de Portugal e, na instância da escrita, também”, explica. É importante ressaltar que a língua está em constante mudança, ou seja, é necessário que se mude o jeito de ensiná-la e cobra-la conforme o tempo vai passando.

 Como deve ser o ensino do idioma?

Apenas o ensino da gramática não garante o aprendizado concreto dos alunos. É importante haver muitas conversações e que a língua falada sirva como um guia para o ensino da língua escrita. “Essa reflexão faz com que o aluno entenda que há duas línguas, uma falada e uma escrita, uma que requer a normatividade e outra que não a requer”, encerra.

 

Matheus Corrêa

ACOM/UNITAU

Foto: Matheus Corrêa