Como a obesidade pode prejudicar o desenvolvimento da criança?

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A obesidade é uma doença que vem se tornando cada vez mais recorrente dentro da sociedade. O que muitas pessoas não sabem, é que, por afetar diretamente a saúde da pessoa, a obesidade acaba lesando o desenvolvimento, principalmente quando se trata de uma criança.

A Profa. Ma. Karla Garcez Cusmanich do Departamento de Fisioterapia da Universidade de Taubaté (UNITAU) estuda a obesidade desde 2012 e faz parte da Federação Internacional para a Cirurgia de Obesidade e Transtornos Metabólicos (IFSO), desde 2017. “É importante que os professores tenham o olhar atento ao emocional destas crianças, pois essa doença pode acarretar em diversos problemas psicológicos”.

A obesidade pode afetar a criança nos estudos e em seu desenvolvimento físico?

“A obesidade traz diversos impactos para a saúde, interfere em todos os sistemas do organismo, diminui a funcionalidade, altera o sono, traz disfunções posturais e baixa resistência às atividades. Para a criança também altera a autoestima e a sociabilização, pois no esporte, por exemplo, a criança acaba sendo isolada, por não conseguir ter o mesmo desempenho que os outros”, explica a professora.

 Dicas de cuidados

“Acredito que a primeira ação seria a família e a própria criança entenderem que a obesidade é uma doença. A proposta inicial é a mudança do estilo de vida: manter uma alimentação mais saudável e praticar exercícios físicos regulares. Além disso, é importante aprender a fazer boas escolhas, boas trocas e equilibrar a balança do que se ingere e do que se gasta de energia. Aos poucos ir tornando isso tudo um bom hábito de vida, na busca da saúde e mais funcionalidade”, diz.

Além disso, a mestra comenta que apenas 30% dos casos de obesidade são por influência genética, ou seja, a obesidade vem crescendo por descuidado dos próprios pais com a saúde das crianças. “Chamamos de ambiente obesogênico a rotina que leva a criança ao sedentarismo e a hábitos alimentares ruins, sendo esse ambiente o principal fator que deve ser mudado para tirar a criança dessa situação”, pontua.

Sem contar que a escola pode ter uma influência muito positiva nos hábitos da criança. Como já foi dito, os profissionais que possuem um convívio direto com os alunos podem dar um acompanhamento emocional a eles e, também, trazer hábitos esportivos e saudáveis para o dia-a-dia das crianças, “cuidando da alimentação, sendo em lanches instruídos por nutricionistas ou em lanchonetes que ofertem escolhas mais saudáveis”, encerra a docente.

 

Matheus Corrêa

ACOM/UNITAU

Foto: Matheus Corrêa