Ex-aluno da UNITAU faz doutorado em Universidade da China

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Diego Vilela Monteiro, ex-aluno da Universidade de Taubaté (UNITAU), é estudante de doutorado na Xi’an Jiaotong-Liverpool University, na China. No último mês, ele recebeu um prêmio de melhor assistente nas aulas por indicação dos próprios alunos. Sempre que está disponível ajuda aqueles que têm dificuldade na área da informática e de programação.

 

Correndo atrás de seus objetivos

O ex-aluno está na China desde o começo de 2018. Após se formar em Engenharia da Computação, já tinha o objetivo de continuar estudando até chegar ao doutorado. “Acho que mandei mais de 100 e-mails e recebi cinco ou seis respostas e, em uma dessas, estava a oportunidade de ir para a China, que pareceu ser a mais atraente na época”.

Diego sempre gostou de desafios. Quando tinha 21 anos, decidiu ir para a Alemanha. Um dia seu pai comentou que alemão era muito dificil, ele resolveu aprender e foi para a Alemanha pelo programa Ciências Sem Fronteiras”, relembra sua mãe, a Prof. Dra. Rita Rigotti, docente do Departamento de Informática.

 

Passagem pela UNITAU

“Minha mãe foi uma grande inspiração, e eu sempre gostei do ambiente de ensino”, relembra. A Prof. Dra. Rita teve grande influência na carreira de seu filho. Formada em Engenharia Civil, Processamento de Dados e Administração, atuava na UNITAU desde 1989 até março deste ano, quando se aposentou.       Decidiu que seguiria a carreira de professora após um convite feito quando estava cursando a pós-graduação. “Foi uma experiência muito boa. Deixei a área de Engenheira Civil e fiquei como professora”, conta.

Enquanto estudava na UNITAU, o aluno relembra dos encontros com os amigos, os churrascos de fim de semana e de seu Trabalho de Graduação. Diego, com uma de suas colegas de classe, criou um sistema para controle de dengue que chegou a ganhar destaque no Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento (Cicted).

As afinidades com as disciplinas estudadas no curso foram se alterando ao longo dos semestres. “O que sempre me atraiu foi a área de automação, ligada com inteligência artificial. Porém, hoje estudo a área de jogos e realidade virtual”, conta.

“Quando comecei o curso, eu morava em outra cidade. Então, quatro horas do dia eram para o percurso da graduação para casa. Antes de começar o estágio na Fundação de Apoio À Pesquisa, Tecnologia e Inovação da UNITAU (FAPETI), eu dava aula de inglês e estudava as disciplinas durante a tarde”, relembra.

 

Dificuldades na carreira

O início da carreira é sempre cheio de desafios e de superações. “Acho que o maior desafio foi encontrar a área certa de atuação, porque a computação tem áreas muito amplas e os requisitos de cada uma variam muito. Foi muita pesquisa, muita tentativa e erro, entre conversas com a família e com os amigos”, relembra.

Morar em um país com uma cultura e um idioma diferente de sua terra natal é um grande desafio, mas o que Diego mais sente falta, além da família e dos amigos, são os filmes e as refeições típicas do Brasil. Outra dificuldade que enfrentou quando chegou ao país foi a diferença de cultura e costumes. “O maior choque é no começo, por não saber o que consideram certo ou errado. Dá para estudar antes, mas os detalhes do dia a dia de como ser educado, só aprendi quando cheguei ao país”, comenta.

Mesmo com todas as dificuldades no decorrer do caminho, o ex-aluno nunca pensou em desistir e dá um conselho para quem está começando agora: “Faça o maior número possível de projetos paralelos. Isso vai ajudar a melhorar suas habilidades. Já nos últimos anos do curso, foque em algumas áreas mais profundamente”, finaliza.

 

Raíssa Santos

ACOM/ UNITAU

 

Foto: Arquivo pessoal do ex-aluno